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O que enxergar no dia da visibilidade lésbica



 

A conversa flui na sala grande do Casarão da Diversidade, mas, ao ligar das câmeras, todas respiram fundo porque vão falar, mais uma vez, sobre as  principais batalhas vividas enquanto mulheres lésbicas. Seja por questões profissionais, familiares, religiosas ou até de cuidados com a saúde, o medo e os obstáculos motivados pelo preconceito reforçam a importância do Dia da Visibilidade Lésbica no calendário.

Celebrada no dia 29 de agosto desde 1996, a data foi criada por um grupo de mulheres lésbicas militantes no Rio de Janeiro e vem ganhando cada vez mais espaços para debater o tema no Brasil, como o Lesbocafé, promovido pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) no casarão mais colorido do Pelourinho. Mediado pela poetisa, ativista e atriz Lívia Ferreira, o bate-papo flui com Rita Rodrigues (54), Samira Soares (24), Jéssica Nascimento (26) e Isabel Santana (60), todas mulheres, militantes e lésbicas. Conheça-as no vídeo a seguir.

 

“Escorre pelos dedos”

As conquistas de espaço e respeito não somente para as lésbicas, mas para todo o público LGBT+, são muitas desde a década de 1970, mas a sensação atual de retrocesso é unânime. Em agosto deste ano, o Google anunciou a alteração nos algoritmos para que o termo ‘lésbica’ não aparecesse mais nas buscas relacionado à pornografia, como era na grande maioria dos resultados, destoando dos gays e transgêneros, por exemplo. Na contramão deste avanço, são registrados, em média, seis estupros corretivos – motivados pela sexualidade da vítima – por dia contra mulheres lésbicas no Brasil, segundo o Mapa da Violência de Gênero, publicado no site Gênero e Número, sendo 61% mais de uma vez e dentro das próprias casas.

 

 

“A gente sai do armário todo santo dia”

Você já soube de alguém que chamou a família, amigos ou colegas de trabalho para avisar “sou hétero e estou namorando uma pessoa do sexo oposto”? As paixões por pessoas do mesmo sexo motivaram Isabel a enfrentar o preconceito. Afinal, ela escolheu ser feliz e assumir as relações sempre fez parte deste plano. No entanto, a felicidade não é fácil, é até cansativa porque “a gente sai do armário todo santo dia”, diz Isabel.

 

“Enquanto outras religiões discriminam, a minha acolhe”

Na família, no mercado de trabalho, nos espaços públicos… O preconceito pode estar em qualquer lugar. Na religião, que entende-se como um lugar que acolhe, ele também não ficou de fora. Será que é possível conciliar religião e homossexualidade? Melhor Samira responder esta pergunta pra você.

 

 

“Médicos são preparados para atender héteros”

A saúde é um dos segmentos mais carentes de atenção, não porque a lésbica esteja mais suscetível a doenças ou tenha corpo diferente (não mesmo), mas porque, de acordo com Jéssica – e esta é uma queixa de todas -, há uma carência de profissionais qualificados para atender estas pessoas. Dá um click no vídeo que ela te explica o que tem de diferente e porque este público é carente desta assistência.

 

 

“Só quero ter o direito à vida”

Rita, Samira, Lívia, Jéssica e Isabel têm sonhos. Alguns, aparentemente, mais simples que outros. O mais importante é que todos são possíveis. Ouça, inspire-se e faça acontecer também.

 

 

Acompanhe o papo na íntegra

Com alertas, celebrações e reflexões importantes para o movimento, este bate-papo sobre o Dia da Visibilidade Lésbica foi visto por milhares de pessoas na estreia. Você viu alguns trechos acima, agora é hora de assistir na íntegra. Aperte o play e compartilhe, afinal, reverberar amor e mensagens de paz é grátis.

 

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