Sou mais a Bahia, Governo da Bahia.

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São João na Bahia: tradição que movimenta a economia



Forró, fogueiras, comidas típicas e muita alegria. Movimentando toda a Bahia, as festas juninas começaram, neste ano de 2019, em Periperi, na Praça da Revolução, com o Campeonato Estadual de Quadrilhas Juninas, que seguiu animando o público por quatro dias. Mais de 40 agremiações de diversos pontos do estado mostraram suas coreografias e colorido. O grupo especial teve como vencedora a Cia da Ilha, da cidade de Vera Cruz. Em 2° lugar ficou a quadrilha Asa Branca, do Cabula, e, em 3°, o Forró do ABC, da Liberdade. Clica no vídeo e olha que lindo! Olha que emoção!!!

 

No Pelourinho, os festejos contaram com programação nos três largos: Tereza Batista, Quincas Berro D’Água e Pedro Arcanjo. Com o bairro lotado, atrações como A Patroa, Carlos Vilela e Lucas Melo fizeram apresentações com espaços esgotados. Por que enquanto você  vai descobrindo o tanto que as festas juninas são importantes para a Bahia, você não vai ouvindo o que de melhor passou pelos palcos? É só curtir a playlist que preparamos aqui:

 

 

O palco principal este ano ficou localizado no Largo do Pelourinho. Reforçando a campanha Respeita as Mina, vozes femininas dominaram os palcos. O grande destaque da noite foi Elba Ramalho. Além das atrações do palco principal – Orquestra Popular da Bahia, Jeanne Lima, Mariene de Castro e Márcia Short -, nomes como Lara Amelia, Cole Comigo, Amanda Santiago e Gabriela Moraes seguraram o público nos espaços onde tocaram. Como é que fica parado com essa energia toda rolando? Ouve só! 

 

 

De volta a Paripe, a programação pé quente animou o público para a partida Brasil e Peru, pela Copa América. A banda Parangolé abriu o palco da Praça João Martins. Este é o quarto ano de festa no bairro. A noite contou com Anna Catarina e Swing do Luh. Quem viu, viu. Quem não viu, pode ver. É só clicar e assistir.

 

 

No Pelourinho, Alceu Valença lotou o largo principal. O cantor fez o público cantar com sucessos como La Belle De Jour, Coração Bobo e Anunciação. A grade do espaço foi iniciada por Carlos Pita, seguido por Enok Virgulino. As bandas Flor Serena e Rosy fecharam o dia. Os outros espaços tiveram momentos com lotação esgotada em apresentações de nomes como Dois Amores, Boneca Cobiçada, Forró Sarakura, Kimimo do Forró e Zé de Tonha.

 

 

No segundo dia de festa, em Paripe, foram destaques Solange Almeida e Simone e Simaria. A programação começou com Irmanada, Solange animou em seguida, o terceiro show foi da dupla Simone e Simaria e terminou ao som de Forró Didaindoido, Tierry e Dinho Santos. No palco principal montado no Largo do Pelourinho, no último dia de atrações, uma multidão acompanhou o show de Geraldo Azevedo na véspera do dia de São João. Também subiram ao palco banda Fulô de Mandacaru, Estakazero, Zelito Bezerra, Forró Passa Pé e Genard. Além do palco principal no Largo do Pelourinho, quem foi ao centro histórico pôde aproveitar diversas atrações em outros espaços, como Trio Nordestino, Pra Casar, Cicinho de Assis, Del Feliz, Forró Eu Laço, Diego Vieira e Guto e Flavinho.

 

 

Não faltou animação para quem preferiu ficar no Terreiro de Jesus. Nas vias que margeiam o espaço, uma programação itinerante. Atrações como Rural Elétrica, Rixô Eletrico e Garampiola se intercalaram, além do samba junino Samba de Roda Urbano. Já nos largos Tereza Batista, Pedro Arcanjo e Quincas Berro D´Água, o público pôde aprender passos de forró com o Grupo Cabrueira.

 

 

COMO É BOM FESTEJAR EM SEGURANÇA

 

Fogueiras, comidas típicas, muita música e muitos turistas. Essa mistura acaba aumentando a necessidade de investimento em uma área muito importante para todos – a Segurança Pública. Mesmo em um ano atípico, com um São João estendido, emendado com o Corpus Christi, o planejamento  desenvolvido pela Secretaria da Segurança Pública e pela Polícia Militar da Bahia garantiu  a segurança de quem se divertiu por aqui. E o resultado está expresso em números. O São João na Bahia, que este ano teve a festa iniciada ainda no dia 20 de junho em alguns municípios, terminou sem registro de morte violenta. No período de 20 a 24 de junho também não houve tentativa de homicídio.

 

 

FESTA NO INTERIOR

 

Além de Salvador, outras 141 cidades receberam apoio do Governo do Estado para celebrar as festas juninas, nas diferentes zonas turísticas baianas – costas do Cacau, dos Coqueiros, do Descobrimento, do Dendê, Baía de Todos-os-Santos, Chapada Diamantina, Caminhos do Sertão, do Oeste e do Sudoeste, Vale do Jiquiriçá, Lagos e Cânions do São Francisco e Vale do São Francisco. Outra frente de trabalho que garante o sucesso dos festejos é o investimento em infraestrutura. A qualidade das estradas baianas permite o fluxo de turistas entre os municípios onde as festas são mais tradicionais.

 

 

Uma das regiões mais procuradas durante os festejos juninos é a região de Amargosa e Santo Antônio de Jesus. Recentemente, a recuperação de 45 quilômetros da BA-026, no trecho que liga os dois municípios, passando por Varzedo, beneficiou 180 mil habitantes de seis cidades da região. A obra de R$ 18,2 milhões foi entregue um pouco antes do São João.

 

 

Em seguida, outro trecho inaugurado foi a ligação entre a BA-026 e a BA-046. Com quase seis quilômetros, a via requalificada faz a travessia urbana entre as duas rodovias baianas. Cerca de 175 mil habitantes de Amargosa, Santo Antônio de Jesus, Milagres e Mutuípe são beneficiados pela intervenção, que reuniu recursos da ordem de R$ 2,3 milhões. Veja só como ficou:

 

 

Cidades da Chapada Diamantina também foram beneficiadas com obras de recuperação de rodovias. Em América Dourada, o trecho de 12 quilômetros da BA-799, que liga o distrito de Soares ao entroncamento com a BA-052, foi completamente recuperado. A obra recebeu R$ 4,8 milhões em investimentos, beneficiando mais três municípios da região: João Dourado, Lapão e Irecê.

 

 

Ainda na região, foram restaurados e pavimentados 73 quilômetros da BA-144, no trecho que liga Morro do Chapéu a Várzea Nova e ao povoado de Lages do Batata, em Jacobina. Com investimento de mais de R$ 28 milhões, as obras na BA-144 beneficiam 227 mil moradores das cidades de Irecê, Morro do Chapéu, Várzea Nova, Jacobina e Umburanas.

 

 

Outra região bastante procurada no período junino, o recôncavo baiano está com estradas requalificadas. Destaque para a restauração da BA-120, entre Sapeaçu e Castro Alves, e da BR-420, no trecho entre São Félix e interseção com acesso a Maragogipe. Com um investimento de mais de R$ 20,8 milhões, a recuperação da BA-120 compreendeu um trecho de mais de 36 quilômetros por onde circulam 490 veículos diariamente, beneficiando também os municípios de Santa Terezinha, Elísio Medrado e Itatim.

 

 

Já na BR-420, a obra envolveu um investimento de R$ 14,7 milhões. Foram restaurados 20,5 quilômetros da rodovia, que beneficia ainda moradores de Cachoeira, Conceição da Feira e Governador Mangabeira.

No Litoral Norte, o Governo do Estado também realizou a recuperação do trecho de 20 quilômetros da BA-504, que ligam Aramari e Ouriçangas. A obra, inaugurada em fevereiro de 2019, recebeu R$ 10 milhões em investimentos. Motoristas de Alagoinhas, Irará, Santanópolis, Pedrão e Araçás também utilizam a rodovia, totalizando 215 mil pessoas beneficiadas pela obra.

 

 

 

SEGURANÇA NAS ESTRADAS

 

A segurança nas estradas baianas é resultado de um trabalho em conjunto entre o Detran e a Polícia Rodoviária Estadual. No período junino, mais de sete mil veículos foram abordados. A ação é importante, pois previne a presença de motoristas alcoolizados nas estradas, o tráfico de armas e drogas e o excesso de velocidade.

 

 

DETRAN

 

 

Além dos órgãos da Segurança Pública, o Detran também atua na realização de blitz e de testes de alcoolemia em Salvador e em outros municípios do interior. As cidades que receberam ações do órgão foram Lauro de Freitas, Simões Filho, Camaçari, Candeias, Feira de Santana, Cruz das Almas, Santo Antonio de Jesus, Itabuna, Ilheus, Vitoria da Conquista e Senhor do Bomfim.

 

 

De acordo com o coordenador de fiscalização do Detran, capitão Márcio Santos, “a atuação aconteceu em dez cidades, que no período junino concentram grande fluxo de veículos, e foi notado que os motoristas estão mais conscientes sobre a importância da Lei Seca, mas ainda houve flagrantes de quem insiste em beber e dirigir. Por isso, os agentes permanecem agindo com rigor”.

 

DO CAMPO PARA A MESA

 

As estradas baianas não são importantes apenas para o turismo. São fundamentais também para o escoamento da produção, especialmente dos pequenos agricultores, que, nas festas juninas, vêm os seus produtos sendo comercializados nas mais diversas formas. O milho, amendoim, laranja, mandioca, aipim e outros ingredientes da agricultura familiar dão cor e sabor às mesas de milhares de baianos no São João. Este ano as festas foram ainda mais fartas. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve aumento da produtividade do amendoim, mandioca e milho, em função das chuvas que vêm ocorrendo nos últimos meses.

 

 

Estes e outros produtos, como os ovos de galinhas caipiras, que não podem faltar nas receitas, e o bode assado, entre outras iguarias típicas das festas juninas, mostram todo o potencial, qualidade e diversidade da produção de agricultores familiares baianos, que vêm recebendo apoio técnico e financeiro do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). São ações que incluem desde o fortalecimento na base de produção, com a prestação de um serviço qualificado de assistência técnica e extensão rural (Ater), ao processo de agroindustrialização e comercialização da produção.

A mandioca, cultivada por agricultores familiares em várias regiões do estado, coloca a Bahia entre os maiores produtores do Brasil, ao lado do Pará, Paraná e Maranhão. A previsão do IBGE deu previsão de aumento de 21,6% na lavoura de mandioca no estado, com a produção de 1 milhão e 800 mil toneladas.

 

 

No município de Maragogipe, Território de Identidade Recôncavo, as 35 famílias da Associação Comunitária de Brinco estão trabalhando em uma área que abrange 78 hectares de aipim, com um volume de produção anual de 14 toneladas por hectare. O produto é comercializado in natura e no formato embalado e resfriado para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e nas feiras livres do município.

 

 

De acordo com o representante da associação,  Antônio José Barbosa, só no mês de junho estão sendo entregues 1.200 quilos de produto embalado e resfriado e 2.100 in natura, e mais 500 quilos de aipim embalado. As famílias da comunidade de Brinco também cultivam o amendoim, produto que é o sexto no ranking nacional e primeiro no Nordeste, em volume de produção. A expectativa é que a comunidade comercialize, para o PAA e em feiras locais, 10 mil quilos de amendoim.

Produzido basicamente pela agricultura familiar, boa parte da produção do amendoim  do estado vem de municípios do Recôncavo, a exemplo de Maragogipe, Laje, Santo Antônio de Jesus, São Felipe, Alagoinhas e Jaguaripe, e no Território de Identidade Litoral Norte e Agreste Baiano.

 

MILHO

 

Os agricultores familiares baianos produzem milho em todos os territórios, com maior incidência no Recôncavo e Nordeste baiano. O milho, que é consumido em diversos países do mundo, é um produto tipicamente do período junino, presente em diversas receitas típicas. A produção da Bahia é a primeira do Nordeste e a nona do Brasil. De acordo com o levantamento da Produção Agrícola do IBGE, os agricultores baianos produzirão 6,4% a mais de milho este ano, em relação a 2018.

 

 

LICORES

 

A diversidade de sabores dos licores da agricultura familiar, produzidos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, contribui para que o município seja destaque na produção de licor, a bebida mais tradicional dos festejos juninos no estado da Bahia. Aipim, capim santo, limão rosa, jaca, castanha de caju e carambola, estão entre os sabores exóticos produzidos pela Associação de Mulheres do Quilombo Tabuleiro da Vitória, que fazem sucesso nas mesas de dezenas de consumidores da Bahia.

 

 

Durante todo o ano, as associadas comercializam o licor e produzem a matéria-prima em suas propriedades. Mas é durante o período junino que as vendas crescem e geram lucro de cerca de 200% para os agricultores. Os licores possuem o Selo Quilombos do Brasil e o Selo da Agricultura Familiar, entregue durante a 9ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, maior evento da agricultura familiar do Brasil, que acontece em paralelo à Fenagro, pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

O Selo da Agricultura Familiar identifica os produtos deste segmento, que vem crescendo e se organizando para produzir mais e com mais qualidade. A certificação comprova que esses produtos contribuem para a promoção da sustentabilidade e responsabilidade social e ambiental.

O Governo do Estado está realizando investimentos na associação para alavancar ainda mais a produção, por meio do Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), com recursos do Banco Mundial. A associação foi contemplada com a distribuição de mudas frutíferas e de mandioca pelo edital Quilombolas Socioambiental. A ação está em fase de construção do plano de investimento e devem chegar à R$ 200 mil.

Os licores da Associação de Mulheres do Quilombo Tabuleiro da Vitória podem ser encontrados no Coisas da Fazenda, em Cosme de Farias, no Mercado Casa de Frutas, no IAPI, e na A Garagem, na Cardeal da Silva, todos em Salvador.

Saúde

 

Com tanta comida, tanta bebida, com tanto movimento nas estradas, é fundamental um reforço para cuidar da saúde de baianos e turistas, especialmente nas festas juninas, quando as fogueiras e os fogos de artifício são grandes atrações. A Bahia se destaca no cuidado com os queimados. As duas unidades estaduais de referência no tratamento de vítimas de queimaduras por fogos e explosão de bombas contabilizaram 59 atendimentos no período de 20 a 25 de junho. No ano passado, foram 75 atendimentos, 16 a mais.

 

 

O Hospital Geral do Estado (HGE) teve o maior número de ocorrências relacionadas aos festejos juninos, com um total de 47 atendimentos, sendo 20 vítimas de queimaduras por fogos e 27 por explosão de bomba. Já no Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, também referência no atendimento a queimados, deram entrada 12 pessoas vítimas de queimaduras e fogos de artifício. Você sabe o que fazer caso ocorram queimaduras? O médico explica, assista o vídeo abaixo para não piorar o ferimento:

 

 

E quando o assunto é a prevenção contra a Aids e demais Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), tais como sífilis e hepatites B e C, o São João da Bahia é exemplar. Mais de 1 milhão de preservativos foram distribuídos pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), nos municípios de Santo Antônio de Jesus, Cachoeira, Cruz das Almas, Amargosa e Eunápolis, entre os dias 20 e 30 de junho, revertendo, ainda que momentaneamente, um cenário nacional onde apenas 50% das pessoas usam camisinha nas relações ocasionais.

 

 

ACABOU?

 

Bem, em parte… Era isso que a gente queria mostrar. Se para a maioria das pessoas as festas juninas são um momento de beleza, alegria e tradição, para quem vive e trabalha no campo, são uma grande oportunidade. Agora, para nós, do Governo da Bahia, o São João é uma enorme responsabilidade, que envolve segurança, saúde, geração de emprego e renda, infraestrutura.

E agora que você conhece um pouco mais sobre como ajudamos a transformar essa linda tradição em emprego e desenvolvimento para o estado, tem algo mais que você queira saber? É só mandar sua dúvida, sugestão ou opinião para o Zap do GovBa 71 99646-4095 e a gente pesquisa para te trazer tudo em primeira mão.

Mas não precisa esperar até o ano que vem, tá? Anarriê, alavantú, olha a chuva!

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