Sou mais a Bahia, Governo da Bahia.

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COI – Centro de Operações e Inteligência de Segurança Pública da Bahia

Eficiência e integração marcam ações de combate a violência na Bahia

O cenário é futurista. No alto, uma tela de 14 metros de comprimento e 7 de altura, câmeras em tempo real e profissionais atentos, monitorando cada detalhe. O Centro de Operações e Inteligência de Segurança Pública 2 de Julho poderia ser facilmente encontrado em países mais desenvolvidos tecnologicamente, mas fica no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

O batismo do local veio com um nome significativo para a história do estado e do país e que representa a luta e resistência pela a independência baiana e brasileira. O Centro de Operações e Inteligência (COI) é uma ferramenta de combate a violência e, ao mesmo tempo, uma das formas de proporcionar mais segurança e liberdade aos baianos da capital e do interior.

O espaço, considerado o cérebro da segurança pública no estado, tem 13 mil m² e abriga principalmente representantes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e o Departamento de Polícia Técnica, além de órgãos municipais como a Transalvador e a Guarda Municipal de Salvador. Em eventos de grande porte ou situações específicas, como o Carnaval, a Secretaria de Saúde e Polícia Federal, entre outras instituições também integram a equipe.

O Centro de Operações e Inteligência tem à disposição 800 câmeras implantadas pelo Governo da Bahia e mais de 200 em parceria com instituições públicas e privadas, como a CCR, que administra o metrô de Salvador. Há ainda a disponibilização das câmeras nos radares da Transalvador, em que as imagens são usadas essencialmente para detectar veículos furtados ou roubados.

O COI também tem um grande servidor para guardar as informações coletadas. “Temos um data center com grande capacidade de armazenamento. Hoje conseguimos armazenar imagens pelo menos por 30 dias a depender do servidor, e podem servir de mecanismo de prova na coleta de qualquer fato que tenha acontecido e não tenha sido detectado de imediato”, aponta o Superintendente de Gestão Tecnológica e Organizacional da SSP, Tem. Cel. PM Marcos Oliveira

O prédio ainda reúne a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP/BA), Call Center do 190, Disque Denúncia, além de uma sala de crise para uso do governador da Bahia e salas para o comando-geral da Polícia Militar, delegado-geral da Polícia Civil, diretoria do Departamento de Polícia Técnica e comando-geral do Corpo de Bombeiros.

A Seap, por exemplo, consegue monitorar presos que estejam utilizando tornozeleiras eletrônicas. As localizações das viaturas também aparecem no grande telão instalado. No carnaval, até os trios elétricos ganharam representações para serem supervisionados em tempo real. Um helicóptero ainda garante a visualização de imagens áreas da cidade de Salvador.

A ideia do aparelho estadual é tratar a segurança de forma inteligente e integrada, funcionando 24 horas por dia. No total, o COI tem capacidade para aproximadamente 200 profissionais trabalhando ao mesmo tempo, incluindo o atendimento de emergência do Call Center 190. Só para o videomonitoramento e o teledespacho – atividade que consiste na busca e encaminhamento do recurso mais próximo da ocorrência -, são 128 lugares a disposição das forças de segurança pública estadual e os parceiros municipais e federais.

Rapidez

A velocidade no atendimento é um ponto primordial para a segurança e uma meta a ser batida constantemente. O COI foi inaugurado em julho de 2016 e desde então a equipe formada pelas forças de segurança estaduais têm trabalhado para alcançar uma maior eficiência nesse quesito, empenhando esforços, tecnologias e inovações em ações mais eficientes no combate a violência.

O principal benefício do aparelho está na integração principal entre as forças estaduais de segurança. “O Centro de Operações integra os diversos órgãos. Antes, cada uma fazia sua decisão individual. Hoje temos esse grande centro onde as decisões saem todas daqui. Conseguimos fazer com que esse atendimento seja mais célere, mais rápido, melhor”, afirma o Superintendente de Telecomunicações da SSP, Cel. PM Antônio Magalhães.

Um dos resultados significativos dessa cooperação entre as forças de segurança se materializou ao final das comemorações de Carnaval, quando não foi registrada nenhuma ocorrência de homicídio ou tentativa de homicídio. Com um público grande e a cidade cheia, as ações integradas surtiram um efeito positivo para os foliões e cidadãos da capital baiana durante as festas.

Regionalização

O projeto que envolve o Centro de Operações e Inteligência contempla também os Centros Integrados de Comunicação (Cicoms). No total, foram investidos R$ 260 milhões em ambos, envolvendo a integração de segurança por meio de aparelhos na capital baiana, região metropolitana e interior do estado. Estruturas dotadas de alta tecnologia de comunicação e informação para inteligência, beneficiando cerca de 271 municípios e 6,7 milhões de pessoas.

O COI funciona como um polo central e possui conexão com os 17 Cicoms já construídos, que podem fornecer dados e imagens ao Centro de Operações e Inteligência. Ao todo, serão 22 unidades, que vão cobrir toda Bahia. Até o meio deste ano, vão ser inaugurados nos municípios de Serrinha, Valença, Euclides da Cunha, Brumado e Teixeira de Freitas. Cada espaço deste condensa as chamadas de emergência direcionadas as forças de segurança do estado, atendendo a um grupo de cidades no entorno.

Os Cicoms têm estrutura similar ao COI, porém em menor proporção. O monitoramento nesses locais também é feito por câmeras. Nestes ambientes há a possibilidade de incluir representantes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e das guardas municipais, inclusive existe uma política para incentivar essas participações, unidades maiores, como em Feira de Santana, já têm grande participação de forças locais.

“Buscamos integrar todos os órgãos que necessitam de comunicação de polícia. Então a gente incentiva as prefeituras a fazer parte. As prefeituras que têm sistema de monitoramento de câmeras, integram as câmeras ao Cicom. A prefeitura que tem serviço de trânsito, integra ao Cicom também, torna mais fácil o serviço deles e o da gente também”, destaca o Superintendente de Telecomunicações da SSP, Cel. PM Antônio Magalhães.

Os Distritos Integrados de Segurança Pública (Diseps) também fazem parte do projeto de segurança do Estado. Estes locais incorporam fisicamente as forças estaduais de segurança – Polícias Civil, Militar e Técnica e Corpo de Bombeiros – indo além da comunicação de ocorrências e monitoramento, mas reunindo, por exemplo, uma delegacia de Polícia Civil e um batalhão de Polícia Militar.

As cidades que possuem Diseps não necessariamente têm Cicoms, entretanto municípios como Alagoinhas, Barreiras, Jequié, Juazeiro, Paulo Afonso e Porto Seguro contam com os dois aparelhos. Ainda que o trabalho de ambas seja completar, os Cicoms recebem os chamados dos números de emergência, como o 190 e 193, e encaminham para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, que estarão nos Diseps.

De acordo com Superintendente de Gestão Tecnológica e Organizacional da SSP, Ten. Cel. PM Marcos Oliveira, o mais importante em usar as tecnologias é acompanhar as inovações e se manter vigilante. “Nunca podemos entrar na zona de acomodação, porque a criminalidade está evoluindo, a tecnologia também, temos que nos apoderar desse conhecimento para estar na dianteira do crime que tanto aflinge a população brasileira”, argumenta.

Redução nos Trotes

Outro ganho importante com a implantação do Centro de Operações e Inteligência foi a redução nos trotes. Agindo de maneira conjunta e por meio de campanhas de conscientização, a Secretaria de Segurança Pública do Estado tem conseguido obter bons resultados nesse sentido, economizando recursos e tornando o atendimento ainda mais rápido e efetivo.

“Nós conseguimos diminuir, há um ano e meio tínhamos em média 38% das ligações que chegavam aqui trotes, hoje temos em média 18%. Mas ainda temos um número alto, 18% das ligações são trotes, principalmente quando chega a época de férias escolares, muito mas temos trabalhado isso aí, fazendo consciência disso”, alerta o Superintendente de Telecomunicações da SSP, Cel. PM Antônio Magalhães.

 

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