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Hospital Regional da Chapada leva segurança e acolhimento para os baianos

Silvia é lavradora na cidade de Brotas de Macaúbas e se viu em desespero com o pai doente. Seu Ericizio estava sentindo muitas dores e o motivo ainda não havia sido descoberto, foi então ela se juntou com os irmãos e decidiram leva-lo para o Hospital Regional da Chapada (HRC), em Seabra. Logo foi descoberta uma grande infecção e o patriarca da família teve de ficar internado.

“A gente é pobre, não tem condições, somos da roça. Pensamos em vender o que tínhamos, porque o mais importante é a vida do meu pai. Minha mãe morreu cedo e ele sempre foi as duas coisas. Cuidou muito da gente e agora a gente precisa cuidar dele. Quando soube do hospital a primeira coisa que quis saber foi se a gente poderia ser atendido”, conta Silvia Oliveira.

Hospital da Chapada Bahia

O caso do seu Ericizio reflete uma realidade que era muito comum antes da construção do Hospital Regional da Chapada, no Centro-Sul baiano. A população tinha que viajar até Feira de Santana, enfrentando 360 km de estrada desde Seabra, Salvador, com trajeto de 480 km, ou Irecê, distante 160 km, para conseguir atendimento médico de urgência e emergência agora oferecido pela unidade de saúde.

Seabra é considerada a capital da Chapada Diamantina. Apesar dos seus 45 mil habitantes, o fluxo de turistas é grande. Quando sentiu uma forte dor abdominal, o veterinário Plínio Lopes não estava se aventurando nas cachoeiras e trilhas do Parque Nacional da Chapada Diamantina, pelo contrário, o morador de Brasília viajou de carro até a Paraíba e estava voltando, mas não conseguiu continuar o trajeto.

“Procurei informações na cidade e por acaso me indicaram esse hospital. Logo me dirigi para cá, depois de quase mil km de estrada. É raro encontrar isso hoje em dia. Já tive todo atendimento que precisava e estou em processo de recuperação, fizeram uma intervenção cirúrgica, pois descobriram uma apendicite”, explica Lopes.

Os benefícios do Hospital não atingem apenas a área da saúde, outros campos também ganham com a implantação. Um desses exemplos é na economia. O empresário José Amaro dos Anjos relata que o movimento em seu restaurante aumentou com o início do funcionamento da unidade de saúde e, pensando nisso, ele já trabalha na construção de uma pousada a poucos metros do local.

“O comércio está surpreso com essa melhoria que veio, esse benefício, está vindo muita gente de várias localidades diferentes, queira ou não queira vem um e compra remédio na farmácia, outro compra material de construção, outro vem comer aqui no restaurante, outro vai para loja de calçados, o movimento não para”, comemorou o empresário seabrense.

O hospital funciona como uma grande empresa instalada, injetando dinheiro na economia local. “Os impactos são positivos, geração renda, emprego e receita para os municípios da região, inclusive porque virão especialistas de fora residir na cidade. Isso já está criando um impacto até pelo consumo que estamos fazendo em Seabra”, afirma o diretor-operacional do HRC, Júlio Passo.

Júlio Passos - Diretor-Operacional Hospital da Chapada

O hospital

O uniforme branco distingue bem que por ali caminha, o abre e fecha das portas e a correria mostram a atividade intensa. A novidade não está apenas no hospital, uma grande construção de 7 mil m², também se encontra nos corredores e equipamentos, tudo pensado para acolher os pacientes. Um dos destaques é uma praça interna que fica próxima ao ambulatório, plantas e um painel montado por um artista local deixam o clima ainda mais humanizado.

A beleza do hospital encanta até quem trabalha por lá. O diretor-operacional da unidade, Júlio Passos, está há 18 anos na área de administração hospitalar e passou por várias cidades baianas. “Eu nunca trabalhei num hospital tão bonito, foi projetado de uma forma que se tornou integrado à região, a natureza, jardins internos, tudo equalizado. Estimula o trabalho, um ambiente bem feito, bem pensado”, conta.

O Governo da Bahia investiu R$ 64 milhões na unidade, contemplando R$ 50 milhões na parte da construção e R$ 14 milhões nos equipamentos. O tomógrafo usado no complexo é um dos mais modernos disponíveis no mercado, existem apenas três no país. Uma das maiores demandas do hospital é de ortopedia e a unidade conta com arcos cirúrgicos, capazes de produzir imagens de raio-x em tempo real.

Tomógrafo - Hospital da Chapada Bahia

O HRC surge incialmente para atender aos usuários do SUS de 11 municípios da região da Chapada Diamantina, mas por ser um equipamento de portas abertas, ou seja, disponível para urgências e emergência durante as 24 horas do dia, pode receber pacientes de outras localidades e até turistas.

A metal inicial do Hospital Regional da Chapada era de 9 mil atendimentos em dezembro, primeiro mês de funcionamento, porém a demanda se mostrou tão intensa que o número de pessoas que passaram pelos profissionais da unidade chegou a 10 mil. Os primeiros dias no local foram bem movimentados, com a realização de um mutirão de cirurgias, totalizando 300 intervenções feitas.

Tomógrafo - Hospital da Chapada Bahia

O diretor-médico do HCR, Luiz Carlos Brasileiro, atua na região da Chapada Diamantina há 38 anos. Ele viu de perto das transformações na região e tem uma ampla visão da realidade no local. “O impacto foi algo de extrema importância, em primeiro lugar porque o hospital é de qualidade ímpar, equipamentos modernos, nunca imaginei fazer parte de algo assim nas minhas andanças médicas”, enfatiza.

O hospital e a população também têm outro reforço de peso além do aparato médico e técnico, uma brigada voluntária de bombeiros civis, são os “Anjos da Chapada Diamantina”. O grupo, formado por três bombeiros civis, uma técnica de enfermagem e dois atendentes, é coordenado por César Maciel, instrutor da área de emergência, que nas horas vagas presta serviços de resgate aos cidadãos.

“Antes do Hospital Regional da Chapada até tínhamos para onde levar, conduzíamos para UPA e a lá faziam o encaminhamento para o hospital de Irecê ou Salvador. Agora é diferente, essa semana pegamos duas vítimas politraumatizadas e ficamos muito preocupados com quadro delas, mas graças ao trabalho do hospital conseguimos salvá-las. A vida aumenta muito”, relata Maciel.

Regionalização da Saúde

O trabalho do Governo da Bahia para área de saúde não encerra no Hospital Regional da Chapada. Muitos esforços têm sido direcionados para o setor e o resultado disso foi a inauguração de quatro Policlínicas, em Irecê, Jequié, Teixeira de Freitas e Guanambi. As Policlínicas têm o funcionamento um pouco diferente dos Hospitais e das Unidades Básicas de Saúde dos municípios.

Uma das particularidades do Hospital Regional da Chapada e do Hospital Regional da Costa do Cacau, em Ilhéus, ambos inaugurados em dezembro do ano passado, é que são considerados aparelhos de portas abertas para atendimento de urgência e emergência de média e alta complexidade. Já nas Policlínicas, o atendimento precisa vir de um encaminhamento das secretarias municipais de saúde.

O paciente incialmente deve passar por uma consulta na Unidade Básica de Saúde do seu município e assim que for identificada a demanda, a exemplo de uma consulta com especialista ou exame de raio-x, ele é encaminhado. O paciente tem ainda a sua disposição, caso a policlínica não fique na sua cidade, um micro-ônibus para leva-lo até a unidade. Todo exame feito no local é enviado de volta para a cidade de quem recebeu o atendimento.

A saúde também ganhou um forte aliado com o programa Mutirão de Cirurgias, dando a população baiana acesso a procedimentos médicos variados. A iniciativa percorre o estado e já mostra resultados não só com os atendimentos, mas com a redução das filas de espera. O programa iniciou as atividades em setembro de 2016, em um ano, 11 mil cirurgias foram realizadas e mais de 16 mil pacientes atendidos. Dos 417 municípios baianos, mais de 350 se beneficiaram com a iniciativa.

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