Sou mais a Bahia, Governo da Bahia.

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Primeiro Emprego insere jovens baianos no mercado

No final de 2017, aproximadamente 30% dos jovens brasileiros de até 24 anos estarão desempregados, de acordo com dados do relatório Tendências Globais de Emprego

No final de 2017, aproximadamente 30% dos jovens brasileiros de até 24 anos estarão desempregados, de acordo com dados do relatório Tendências Globais de Emprego para a Juventude de 2017, realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OTI) . O percentual é o mais alarmante dos últimos 27 anos e forma um cenário de insegurança e medo para jovens que pretendem entrar no mercado de trabalho e atuar em qualquer área profissional. Jovens que não frequentaram a universidade têm ainda mais dificuldade de inserção no mundo do trabalho e podem levar até cinco vezes mais tempo para encontrar um emprego do que jovens egressos de cursos de nível superior, segundo o mesmo estudo da OTI.

O crescimento da taxa de desemprego entre os mais jovens deve-se a um cenário maior de crise econômica no país. A desaceleração da economia brasileira levou à queda de investimentos, criação de novos postos de trabalho e contratações, especialmente entre os mais jovens, que detém menos experiência. Nesse cenário, mulheres jovens são as mais afetadas, com o percentual de inserção no mercado de trabalho de 16,6% menor do que os homens.

Diante desse quadro de aumento do desemprego, frustração e falta de esperança em relação ao futuro, muitas vezes a única saída para garantir uma ocupação e renda é buscar alternativas na economia informal e nos subempregos, aumentando a vulnerabilidade juvenil, mesmo para jovens capacitados e recém-formados.

O desemprego dos jovens se tornou, assim, uma das pautas mais importantes na agenda de resoluções dos problemas derivados da crise econômica brasileira. Pensando nisso, o Governo do Estado da Bahia idealizou e implementou um programa que vai na contramão da crise e consegue criar oportunidades de emprego para milhares de jovens baianos. Desde 2016, o programa Primeiro Emprego vem cumprindo o seu principal objetivo de inserir egressos das Escolas de Educação Profissional da rede estadual no mercado de trabalho e dar o primeiro passo na construção da carreira daqueles que são, também, o futuro da Bahia.

Assim como Bianca e Josevan, apenas em 2017, o programa Primeiro Emprego gerou oportunidades de trabalho para aproximadamente 4.500 jovens que estão em 132 municípios da Bahia. Os jovens são destinados a trabalhar em empresas privadas, no terceiro setor ou na rede pública, sendo que nessa última categoria, jovens já ocupam postos de trabalho em mais de 40 órgãos estaduais.

Os empregos oferecidos aos beneficiários do programa correspondem a duas modalidades: Ocupação Formal e Aprendizagem. Jovens que já concluíram cursos técnicos da Rede Estadual de Educação Profissional são alocados em vagas da Ocupação Formal, com carga horária de oito horas de trabalho por dia em um contrato de dois anos. Por outro lado, estudantes que ainda estão matriculados nos cursos técnicos e que já detém mais de 40% do curso concluído são convocados para participar do programa de Aprendizagem, que consiste em uma rotina diária de seis horas de trabalho prático aliado a duas horas de capacitação teórica. Além disso, por ainda serem estudantes, nesse último caso, é previsto que o beneficiário tenha tempo para realizar atividades acadêmicas e se preparar para provas, priorizando assim tanto o trabalho quanto os estudos.

O programa tem base regulatória na Lei 13.459/2015, de junho de 2016, que instituiu formalmente o projeto estadual de incentivo ao primeiro emprego e primeiro estágio para jovens baianos. Deste então, devido ao programa Primeiro Emprego, milhares de jovens que dificilmente achariam um emprego imediatamente após a formação em cursos técnicos e profissionalizantes podem hoje ter a oportunidade de começar sua carreira profissional em um programa que preza pelo seu aprendizado e desenvolvimento profissional. Além de dois anos de contratação, os jovens empregados têm a garantia de todos os direitos trabalhistas previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e carteira assinada.

Desde a implementação do projeto, em 2016, a Casa Civil e as secretarias do Trabalho, Educação, Administração, Desenvolvimento Rural e Desenvolvimento Econômico trabalham no Comitê Gestor do projeto que pretende transformar o destino de 9.000 jovens baianos até o fim de 2018.

A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB) é um bom exemplo de como o programa Primeiro Emprego funciona no setor público. Desde a criação do programa até dezembro de 2017, a Secretaria já criou vagas de trabalho e contratou 415 jovens, sendo 152 deles na capital e 263 no interior. Por meio do programa, os beneficiários têm a garantia de encontrar empregos que correspondem às áreas de capacitação dos seus estudos, como Contabilidade, Informática, Logística, Nutrição, Enfermagem, Recursos Humanos, entre outros. Além disso, caso o jovem não se adapte ao setor que é alocado primeiramente, o gestor responsável deve ter a flexibilidade de mudá-lo de atribuição, prezando pelo aprendizado e desenvolvimento profissional do recém contratado.

“Oferecemos os meios para que os jovens tenham a motivação e o conhecimento necessários para realizar seus trabalhos. Por outro lado, esses jovens são cobrados como profissionais técnicos da área“, afirma Henrique Falck, coordenador na diretoria geral da SESAB e  do programa Primeiro Emprego. “O diferencial do programa é o acompanhamento e monitoramento que fazemos com os jovens. Temos o cuidado de selecionar aqueles que moram próximo aos locais de trabalho para que eles não tenham nenhuma dificuldade extrema para ir trabalhar, por exemplo”, completa Falck.

Além de combater um dos maiores problemas atuais para a economia da Bahia e do Brasil, que é o desemprego dos mais jovens, o Primeiro Emprego é ainda um programa inclusivo. Entre os beneficiários do projeto, 73% são mulheres e 66% são negros. A ideia é garantir a inserção de minorias sociais que normalmente enfrentam mais dificuldade e preconceito no mercado de trabalho.

Para oferecer a primeira oportunidade de capacitação profissional para os jovens beneficiários do programa, primeiramente, o Primeiro Emprego propõe um ranking baseado no desempenho escolar desses jovens. Assim, os primeiros selecionados para participar do programa são aqueles que apresentaram os melhores resultados ao longo dos anos nos cursos técnicos. Para Almerico Lima, coordenador executivo de políticas sociais da Casa Civil e um dos coordenadores do programa Primeiro Emprego, a seleção de técnicos baseado em rankings evita ainda a prática de indicações dentro do funcionalismo público. “O programa seleciona os alunos que tiraram as melhores notas durante todo o curso. Assim, eliminamos o sistema do “QI” – quem indica – e os beneficiários estão aqui por mérito próprio”, afirma o coordenador.

Portanto, o programa se torna ainda um agente educativo ao estimular que o jovem que aspira uma vaga de trabalho comece a se preparar desde cedo, tirando boas notas ao longo do curso. “A maioria dos nossos jovens são oriundos de classes economicamente menos favorecidas e já enfrentam um estigma social. Os professores e a coordenação pedagógica são responsáveis por mostrar novas oportunidades para esses alunos, que muitas vezes começam na escola. […] É devido ao ranking do programa Primeiro Emprego que o aluno entende que tem que se manter dentro de um padrão de boas notas para mais tarde colher os frutos e poder ser um beneficiário do programa”, diz o professor Ivan Borges, professor e diretor do Colégio Estadual Kléber Pacheco.

Ivan Borges, professor e diretor do Colégio Estadual Kléber Pacheco.

Ivan Borges, professor e diretor do Colégio Estadual Kléber Pacheco.

Cuidar do emprego dos jovens baianos é também prezar pelo futuro da Bahia. Ao oferecer a primeira oportunidade de formação técnico-profissional para um jovem, com garantia de direitos e proteção enquanto trabalhador, o programa Primeiro Emprego não só cria mais um posto de trabalho, mas transforma a perspectiva de um jovem em relação à sua carreira e ao seu futuro. É justamente no primeiro trabalho onde o jovem aprende a ter compromisso, responsabilidade e ética profissional, além do desenvolvimento de outras competências específicas de cada domínio de trabalho.

Para ser selecionado pelo programa, basta que as informações básicas do aluno como endereço, email e telefone estejam atualizadas no banco de dados do Sistema de Gestão Escolar (SGE). A atualização desses dados pode ser realizada pelo site www.educacao.ba.gov.br/atualizacaocadastralep. O pareamento entre estudantes e vagas de emprego são feitas automaticamente, sem necessidade de inscrição prévia, e os estudantes selecionados para participar são contatados por cartas ou telefonemas.

Postado por Leiaute
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